quarta-feira, Junho 28, 2006

Servem as linhas seguintes como resposta ao vários comentaristas, que tão fervorosamente aqui têm defendido o homem responsável pela maior e mais bem conseguida campanha de marketing da Nossa Senhora de Caravaggio (eu próprio, Prof. Nelo, já aderi à Santa, tamanha parece ser a protecção que confere aos seus devotos...é ver a carreira do dito senhor!!).

Não, não o Prof. Nelo não acha que o homem tenha feito um bom trabalho.
Apenas o mínimo exigível, tendo em conta todas as condicionantes extremamente favoráveis que Nossa Senhora de Caravaggio tem permitido reunir no caminho de Portugal.

Passo a explicar:
1) Definiu a sua Selecção quando cá chegou, já há quatro anos (será que não apareceram jogadores novos entretanto?), e apenas a alterou pontualmente e só em casos de lesões ou quando foram os próprios jogadores a abandonar. A sua convocatória para o Mundial foi uma vez mais de uma previsibilidade assustadora. Não existiu uma só novidade, como ainda repetiu todos os que têm lugar cativo, mesmo incluindo suplentes nos respectivos clubes, jogadores cuja forma desconhece e que não vê jogar há meses e até quem esteja parado há longo tempo. Isto é um bom trabalho de seleccionador?

2) Selecção de Portugal?? Parece apenas um grupo de amigos e nada mais.
Passo a transcrever da imprensa: "Quando anunciou, com seis meses de antecedência, que já sabia quem eram 20 dos 23 que iriam à Alemanha, Scolari passou uma dupla mensagem, claríssima: tanto fazia que aparecessem novos valores no mercado, porque ele não os iria buscar; e tanto fazia igualmente que os escolhidos estivessem em baixo de forma ou mesmo sem jogar, porque eles teriam sempre lugar cativo na sua equipe. Uma equipa assim não é uma equipa dos melhores, mas dos fiéis, e uma Selecção assim não é a Selecção de todos nós, mas a dos amigos do seleccionador."
Isto é um bom trabalho de seleccionador?

3) Agora a enganadora questão dos "resultados".

Scolari teve a sorte de não ter de disputar a qualificação para o Europeu e, poder passar dois anos a jogar a feijões. Foi perdendo todos os jogos com Selecções qualificadas e acumulando exibições e resultados catastróficos. E eis que começa o Europeu. Em casa. Com o país inteiro a apoiar. Bandeirinhas nas janelas e todo o folclore e mais algum. E até a Uefa a apoiar, se me faço entender. Perdeu o primeiro jogo do Europeu contra a Grécia e só nessa altura, criticado por tudo e todos, (e não apenas pelos portistas, como sempre se quer fazer crer), deu a mão à palmatória e pôs a jogar a defesa e o meio-campo do FC Porto, que tinham acabado de ser campeões da Europa e que só ele não achava que deviam ser titulares (lembrem-se que, em 2004, Ricardo Carvalho, Paulo Ferreira, Maniche e Deco eram suplentes na equipe de Scolari!). Jogo seguinte, tem a sorte (?) de, no jogo que decisivo contra a Rússia, o Ovchinikov ter sido mal expulso. Jogo seguinte, contra a Inglaterra , teve primeiro nova sorte(?) no lance do golo anulado aos ingleses e depois por fim a sorte dos penalties, sublinhada ainda pelo episódio melodramático que fez as delícias de todos, do Ricardo Galinha tirar as luvas para defender o penalti decisivo. E para terminar ainda teve a sorte de apanhar uma Selecção tão fraca como a grega na final (nem no Mundial está). Mesmo assim, não mostrou ter aprendido alguma coisa com a derrota no primeiro jogo, não evitando que a equipa cometesse os mesmos erros e volta a perder. Ou seja, perdeu um Europeu jogado em casa e com tudo a favor!! Depois disso teve a sorte de apanhar um grupo de qualificação para o Mundial à medida, em que era impossível não ser apurado. Mais sorte ainda agora, pois tivemos um grupo na Alemanha com uma Selecção acessível, como o México, e duas inacreditáveis, como o Irão e Angola, compostas por jogadores ao nível das 2.ª e 3.ª divisões portuguesas.
Depois na fase que agora todos tão carinhosamente chamam de mata-mata, quem nos poderia calhar senão a “toda-poderosa” Holanda, que em 10 jogos só nos ganhou 1 (terão sido todos estes jogos da era Scolari? Ou será que os treinadorzecos portugueses, como já aqui neste espaço foram chamados, é que foram construindo ao longo dos anos este score parcial verdadeiramente esclarecedor?)…E agora para cúmulo, quem senão a Inglaterra de quem o Prof. Nelo viu até agora todos os jogos e pode afirmar que tem talvez o pior conjunto de jogadores e o futebol mais desinteressante das últimas décadas. Estamos nas meias-finais (nao me enganei, meias finais é óbvio) e festejemos o facto…mas
isto é um bom trabalho de seleccionador?

4) Pelo meio vários episódios rocambulescos, a roçar o desrespeito pelos portugueses que o alimentam com 35 mil cts mensais, carro e casa:
- "Não vou ver os jogos ao Porto? É muito longe de Lisboa."
ou ainda
- "Voce achava bonito que eu andasse gastando o dinheiro da federação indo assistir aos jogos no Porto?"
- As negociatas com a selecção inglesa pouco antes de começar o mundial.
- O sem número de vezes que o podemos ver no Brasil de férias, a entregar prémios, em conferências, etc, etc, durante todo o ano.
- Momentos antes da final da taça Uefa ganha pelo Porto, quando questionado sobre se queria desejar boa sorte ao Porto para o jogo: "Desejar sorte ao Porto? Porquê? Então nesse caso também teria que desejar sorte ao Benfica e ao Sporting!" Pergunto: eles iam jogar também? Porque esta obsessão?
- "Ver os jogos do Chelsea ao vivo? Para quê, nem na televisão eu os vejo!"
- A deliciosa entrevista que deu há cerca de um ano ao Maisfutebol, explicando que so não pôs o Deco, o Maniche, o R.Carvalho e o P.Ferreira a jogar mais cedo do que dps da derrota com a Grécia no Europeu, para não dizerem que ele fazia o que os jornalistas queriam...pergunto...não acabou por fazer na mesma???
e por aqui fora, muitos mais que o Prof. Nelo não se lembra no momento..

Por tudo isto, e por muito mais, esse senhor não é, nem nunca será seleccionador do Portugal do Prof. Nelo.
Por tudo isto, e por muito mais, o Prof. Nelo pede aos Deuses encarecidamente que deportem esse senhor com urgência para algures bem longe daqui.

Abraço a todos os elementos da Bancada.

Prof. Nelo

10 Comments:

At 1:30 da tarde, Blogger Tiago said...

Ena pà... Tanto ressabiamento!!! Esqueceste-te de mencionar no Euro a vitoria preciosa de 1-0 sobre a Espanha (com 1 golo do N.Gomes). E esqueces-te muito facilmente dos tempos aureos do Oliveira, que tev de facto 1 grupo difissilimo na Coreia, e ¨chagamos ao ultimo jogo a precisar de empatar com a Coreia e perdemos!!!!
Isso é que era...
Mas quem é q tu querias la mais na selecca? Nao concordas com os 23? Eu tb nao... Acho que o Hugo Viana e o Ricardo Costa nao tem lugar nos eleitos... Mas sao as escolhas dele e continua a dar provas que os escolheu bem.
Que todos os seleccionadores que passaram por là gozassem comigo desta maneira... Ou pensas que o Oliveira nao recebia o seu dinheirinho... Mal por mal, ao menos nao vimos embora ao fim dos 3 jogos dos grupos...

 
At 2:57 da tarde, Blogger humanista said...

o Prof Nelo é o MST... é que o que ele escreveu é semelhante ao que ele escreveu na sua crónica da Bola aalguns tempos atrás...

 
At 3:27 da tarde, Blogger patife said...

Bem-vindo, Prof.Nelo!

1.Fez o mínimo exigivel. Concordo. Tudo o que vier agora é lucro.
2.As convocatórias para as selecções são previsíveis? São. Ainda bem.
3.Bom trabalho de seleccionador? Como em tudo, a avaliação de um bom trabalho verifica-se pelos resultados. Na ficha do Euro 2004 não aparece 2º lugar com asterisco (* - 2º lugar, mas perdeu bué de jogos amigáveis, foi teimoso e estava a jogar em casa)
4.O grupo de amigos rema todo para o mesmo lado. Em 2002, nunca se chegou a saber quem era o timoneiro. Também não houve tempo para isso.
5.Sorte? Sorte contra a Russia? Não me faças rir. O jogo seguinte foi contra a Espanha, que te esqueceste de mencionar. Sorte? Jogo seguinte contra a Inglaterra. 2/3 no estádio eram ingleses. Sorte nos penalties? Talvez. É sempre uma questão de sorte e alguma perícia.
Holanda? Sorte? Hmmm... não me parece, só se tiver sido no golo dos holandeses. Seguiu-se novamente a Grécia. Aqui dou a mão à palmatória. O homem não teve arte nem engenho para tacticamente desbravar aquela defesa. Também não lhe perdoo-o tamanha desilusão. Já que tinha chegado até ali... Sorte? Não, incapacidade táctica aliada a incapacidade mental de Costinha e Ricardo.
6. História dos campeonatos europeus mais recentes:
1980 - EM Itália, Alemanha campeã
1984 - Em França, França campeã
1988 - Na Alemanha, Holanda campeã
1992 - Na Suécia, Dinamarca campeã
1996 - Em Inglaterra, Alemanha campeã
2000 - Na Holanda/Bélgica, França campeã
2004 - Em Portugal, Grécia campeã
Significativo
7.E continuamos com o facto sorte. Sorte no sorteio de qualificação, sorte no sorteio da fase final, sorte por nos ter calhado a Holanda, sorte por nos calhar a Inglaterra que tem uma equipa fraca. Ou seja, tudo se resume ao factor sorte. A imaginação para novos argumentos não abunda por aí...
8. Sim, ele é arrogante, não tem tento na lingua, detesta o Porto, faz frente ao Jorge Nuno, não cede a lobbies e não passa cartão ao Capitão Trivela. Certo. Por tudo isto, se por acaso tem sido campeão europeu, para mim era o melhor do mundo.

 
At 3:42 da tarde, Blogger Tiago said...

Nem mais, patife...

 
At 9:25 da tarde, Blogger Prof. Nelo said...

Antes de mais obrigado pelas boas vindas a este espaço, e obrigado ainda pelo teu comment, Patife.

Passo a responder ponto por ponto.

1.Ainda bem que concordas. Mínimo exigível mesmo!
2.Ainda bem? Não achas que devia ser o mérito, o valor desportivo de um jogador o critério de escolha? Ou será que para ti os amigos do Scolari, para além de serem todos um grupo de compinchas muito unidos, sobretudo em frente ao microfone, são também por coincidência os melhores jogadores de Portugal durante meses a fio, sem praticamente nenhuma excepção?
3.Enganas-te. Não é como em tudo. Um dos melhores jogadores portugueses de todos os tempos, Paulo Futre de seu nome, tem um currículo em termos de “resultados”, como tu lhe chamas, verdadeiramente desastroso, se tivermos em conta o nível do seu futebol. Comparemos o Futre com o...Secretário! O Secretário, (salvo uma época, em que algum espírito do passado terá tomado posse do seu corpo, e fez de facto grandes jogos), era um jogador razoavelmente competente, mas perfeitamente banal. O Futre, enfim, para quem o viu jogar, nem é preciso dizer mais nada, para quem não viu...pois bem, tivesse visto!... Ora comparando os “resultados” do Futre com os do Secretário, vemos que enquanto o Futre ganhou 1 Taça dos Campeões Europeus, 2 Campeonatos de Portugal e 2 Taças, 1 Campeonato de Itália, e 2 Taças de Espanha, o Secretário ganhou 3, 4 vezes mais Campeonatos de Portugal, Taças e Supertaças, 1 Campeonato de Espanha, e ainda foi Campeão Europeu 2 vezes!

Acresce ainda que o Secretário foi internacional português praticamente o mesmo número de vezes que o Futre! Ora recorrendo à tua teoria de que o que conta para avaliar a competência no futebol, são os resultados, o Secretário será assim um jogador incomparavelmente melhor do que o Futre. E não me venham com a história de que o Futre jogava no estrangeiro, porque posso ir buscar o currículo em termos de “resultados” do menino d’oiro do Benfica que jogou sempre em Portugal e compara-lo a ele com o Secretário! Ainda resulta talvez mais evidente o que quero provar!

4.Um grupo de compinchas que não tem coragem de dizer pela frente muito do que diz por trás, sobre o senhor seleccionador (o Prof. Nelo sabe o que diz o R.Carvalho sobre o tabu Vitor Baía, off the record claro está, e acreditem não foi nada de agradável para o vosso grande timoneiro...) O grupo unido de amigos do Scolari tem sim medo das represálias e nada mais. Lembrem-se do caso do Maniche, essa grande aposta do vosso super competente seleccionador. Esteve um ano e meio afastado da Selecção e em risco de não ir ao Europeu por falar de mais, isto é, dizer o que pensava. Será disciplina férrea, talvez. Mas discutível ainda assim.
5.De facto quando disse sorte, não me referia a sorte pura. Referia-me a “sorte” daquela que transforma cartões amarelos em vermelhos, ou faltas fora da área em penaltis. Vide carreira de uma equipa vermelha em Portugal e exemplos não faltam do tipo de “sorte” de que falo aqui.

Fizeste bem em lembrar o jogo da Espanha. Lembrei-me logo da bola que o vosso competente seleccionador desviou para a nossa barra, no jogo contra os espanhóis no Euro2004. Quanto ao jogo da Inglaterra, além de termos voltado a ter aquela “sorte” que referi atrás no lance do golo anulado aos ingleses, o simples facto, de ter sido um frangueiro sem igual na história do futebol português, a defender um penalti e pasme-se, sem as luvas (!), desde logo ilustra o inusitado da coisa. A intervenção de Nossa Senhora de Caravaggio não podia ser mais evidente. Não que o Prof. Nelo tenha algo contra intervenções divinas nas equipas que já dirigiu. Mas acho que convém por trás disso ter sempre um plano B. Do estilo algum futebol trabalhado, alguma alteração táctica preparada e estudada nos treinos, algum trabalho de bolas paradas, tás a ver? Só para o caso das bolas dos adversários resolverem não bater na barra e voltar para trás, do Ricardo Galinha não defender bolas inofensivas (quando lhes acerta já nem é mau de todo) para a frente, para os pés dos adversários e estes miraculosamente falharem, ou então não iniciar um dos seus ridículos voos em cruzamentos, esquecendo-se que Galinha não voa, esvoaça apenas, deixando a baliza à mercê da Nossa Senhora, etc, etc. Enfim, no fundo como aconteceu na final do Euro2004.
6.Não percebi o significativo. Não esqueças que o Prof. Nelo é mister! Tens de ser mais directo. Mas vou arriscar. Querias salientar o facto de que foi talvez a final de Europeu mais desequilibrada de todos os tempos, e que mesmo assim ganhou a equipa mais fraca e que jogava FORA DE CASA?
7.Acho que se reparares bem não falo só de sorte. Mas eu sintetizo: incompetência, desrespeito, sobranceria, provocação, falta de profissionalismo, etc. Ah e sorte.
8.Se achas isso importante, estamos conversados. Pensei que estavamos a discutir o futebol da selecção e não mágoas e frustrações clubistas. No entanto, talvez resida aí a explicação para o facto de serem os anti-portistas os mais cegos em relação ao óbvio que rodeia a prestação do santo milagreiro do Brasil. Desde logo são menos exigentes. O que pelos seus clubes acontece fez baixar o nível de exigência. É compreensível. O pessoal do Freamunde também quando ganha ao Joane fica todo excitadote. Mesmo que depois desçam de divisão. Um pouco à imagem do célebre campeonato da 2ª circular, tas a ver? Se calhar o problema é mesmo dos Portistas, esses anormais habituados a ganhar, ganhar e ganhar, que têm ainda bem presentes na memória as retumbantes conquistas europeias de há 2 anos atrás, e que talvez por terem a alma viciada no extâse da vitória jamais se contentam com 2ºs lugares. Ainda mais quando tudo joga a nosso favor, como foi o caso do Euro2004. E que jamais permitem que em troca dos “resultados”, que só alguns conseguem vislumbrar, alguém se permita ser dono e senhor de algo que a todos devia pertencer. Falo da selecção naturalmente. Porque o Porto, esse é só para alguns. E não adianta chorarem.
9.Obrigado ao MST por me ter ajudado a responder a isto.

 
At 10:45 da tarde, Blogger patife said...

2.Também mas não só. E passo a explicar porquê. Joguei desportos colectivos durante mais de 10 anos, futebol incluido. E tenho a certeza, por experiêcnia própria, que quando há pelo menos um jogador que não se enquadra no espírito de grupo, a coisa tende a desmoronar ao mínimo desaire. Pode passar despercebido quando se ganha, mas a tolerância desaparece quando se perde. Sim, estou a falar do Capitão Trivela, aquele que um dia disse que era o melhor jogador do mundo, aquele que nos estágios se isola do grupo, aquele que teve declarações e comportamentos muito infelizes meses antes da convocatória.
3.Referia-me obviamente à avaliação de um treinador e não dos jogadores.
4.Ainda bem que falas do Maniche, porque os resultados da tal disciplina férrea estão à vista, agora e há 2 anos atrás. Aliás, o Maniche só funciona com uma trela curta. Mete-o a treinar com o Peseiro e verás o rendimento do homem. Quanto ao "diz que disse" do tabu Baia, é capaz de sair daí mais uma teoria de conspiração, a juntar às que já existem.
5.Justificar resultados com intervenções divinas parece-me próprio da idade média.
Não se trata de azar rematar à barra. Um remate à barra é um mau remate. Um remate à barra, sem oposição, dentro da pequena área, é um péssimo remate. Um remate à barra, sem oposição, dentro da pequena área, e com o Ricardo na baliza, é um remate digno de figurar nos apanhados da Liga dos Ultimos, e não é próprio de jogador de campeonato do mundo. Acredito que tenhas posto as mãos à cabeça nesse lance, mas isso não chega para fazer a bola entrar.
Quanto ao aspecto táctico, tal como já tinha dito, não me parece que seja a especialidade do homem. O ideal era termos o Fabio Capello, mas mesmo esse pode agradecer uns títulos a Nossa Senhora de Moggi.
6.O significativo é que, pelo menos em 24 anos de europeus, só uma selecção ganhou o troféu em casa.
7.É fácil arranjar defeitos ao scolari, e acredito que tem alguns que mencionas. Mas também é fácil arrnjar qualidades. Obter resultados significativos, tendo em conta que estamos a falar da selecção portuguesa, é a principal (assim de repente lembro-me de algumas selecções historicamente bem superiores à nossa... aliás, minha: frança, alemanha, itália, espanha, holanda, curiosamente todas elas presentes no euro). Outra é não ter repetido a figura triste de há 4 anos atrás. Qualidades suficientes para mim.
8.Não divagues, e deixa os trunfos da clubite para outra ocasião, não gastes tudo de uma vez.
Uma coisa é certa: os clubes deixaram de escolher os jogadores para a selecção. É isso que fode a cabeça ao Jorge...

 
At 11:18 da manhã, Blogger Vlad said...

Depois das 16h00m acontece uma de duas coisas:

1. Portugal passa às meias, iguala o seu melhor resultado de sempre e a Federação encaixa dinheiro suficiente para pagar vários Scolaris, apresentando lucro desportivo e financeiro.

ou

2. Ficamos pelo caminho, temos o segundo melhor resultado de sempre e atingimos os objectivos desportivos, continuando a ter lucros financeiros.

Se alguém me disser com que outro seleccionador tivémos, durante 4 anos estes indices, eu dou o braço a torcer. Porque o resto da conversa são desculpas que se trocam conforme os resultados. Afinal antes do Mundial ouvi a Scolarada dizer redondinho que não passávamos da fase de grupos.

Mas já que estamos no ponto por ponto:

Definiu a selecção que quis. É para isso que serve um seleccionador. Sería um mau trabalho de seleccionador se não tivesse resultados.

Ainda bem que foi previsivel. As renovações das seleccções, para quem ainda não reparou, são realizadas depois dos Mundiais, tal como o Scolari fez quando cá chegou.

- Notita catita: São os amigos etc... pois certo... ele não muda nada não é? Os arruaceiros e os amigos dos arruaceiros sairam da selecção quando o Scolari chegou -

A defesa e meio campo que era do FC Porto e que o Scolari pôs a jogar foi a que nos deu o 2º lugar no Europeu e é a mesma que nos fez cumprir os objectivos. Deu o braço a torcer? Ainda bem, fê-lo quando achou que devia fazer. Não acredito que tenha sido pressionado, acho que já toda a gente percebeu que o homem não gosta de pressão externa.

- Aliás acho piada dizer-se que ele é casmurro e não ouve ninguém, excepto quando se fala desta mudança que até parece que fomos nós ou os jornalistas que fizémos. -

Resultados? Basta que me digam onde estão outros idênticos. O resto são lérias.

De nada serve termos os capitães da Selecção a dizer que o querem, de nada serve ter uma série invicta desde a final do Europeu. De nada serve estarmos nos quartos do Mundial. De nada serve o espirito de união dentro da Selecção.

Mas servem Ovchinikovs e sortes e declarações... declarações não ganham jogos, não nos levam às finais, não nos levam a ser das selecções mais concretizadoras e com melhor defesa do Mundo.

Enfim, de nada serve, só porque é o Scolari, mas se fosse outro já era normal não irmos à fase final, já era normal não passar nas fases de grupos, já era normal essas coisas todas...

Ganhar é um estado de espirito e uma forma de vida.

 
At 5:09 da manhã, Anonymous Anónimo said...

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At 12:03 da manhã, Anonymous Anónimo said...

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